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ASSASSINATOS EM ARARI PODEM NÃO TER RELAÇÃO COM CRIME DE PISTOLAGEM

No último domingo, 5, os trabalhadores rurais, pai e filho, Celino Fernandes e Wanderson de Jesus RodriguesASSASSINATOS EM ARARI PODEM NÃO TER RELAÇÃO COM CRIME DE PISTOLAGEM Fernandes, foram assassinados em sua residência no Povoado Cedro em Arari, que fica distante cerca de 150 km da capital.
Segundo as primeiras informações, pistoleiros invadiram a casa e dispararam vários tiros contra as vítimas.
No mesmo dia, circulou uma Nota assinada primeiramente pelo grupo intitulado Fóruns e Redes de Cidadania do Maranhão, cujos assassinados faziam parte, dando conta de que o crime teria relação com o conflitos agrários que se arrastam a anos na baixada. A nota acusava o Governo do Maranhão de omisso e ainda fazia referência ao envolvimento da Desembargadora Ângela Salazar e sua família com criação de búfalos em áreas públicas inclusive com cercas elétricas que, segundo a nota, impedem a população de retirarem seu sustento.
Esta versão ganhou corpo e apoio rapidamente nas redes. Vários partidos políticos, ONG’s, Associações e membros de entidades de classe vieram a público defender a versão e assinando a NOTA feita ainda no calor dos acontecimentos.
Outra Motivação
Passado o calor dos primeiros dias após os assassinatos, outra versão para o que teria servido de motivação dos assassinatos ganha força e já está na boca do povo em Arari.
Ocorre que no dia 21 de dezembro de 2019, Celino Fernandes e seus filhos Wanderson, Adriano e Adriana Fernandes, entre outros, teriam promovido uma verdadeira sessão de tortura em que foram vítimas dois rapazes, um deles menor de idade, moradores do Povoado Murici, próximo ao Cedro. (Os nomes dos 2 e seus paradeiros segue sob sigilo por motivo de segurança).
Segundo relatos, no final da tarde do dia 21, os dois jovens foram abordados por Celino e seus familiares que os acusaram de praticarem furto de porcos na região. Os dois rapazes negaram envolvimento e à partir de então teve inicio uma sessão de tortura que durou cerca de 3 horas. As vítimas tiveram suas roupas rasgadas a facão, foram amarrados, açoitados e ainda tiveram seus corpos nus arrastados diante de todos do povoado. Um deles foi arrastado pelos testículos.
Os mesmos só foram liberados após o pai dos torturados ter se comprometido a pagar certa quantia em dinheiro. Mesmo assim, um dos jovens ainda sofreu um profundo golpe de facão na altura do pescoço que chegou a atingir sua medula e que pode deixa-lo paraplégico.
Após as agressões os jovens foram trazidos para a capital, sendo que um deles encontra-se ainda hospitalizado.
A versão de que as mortes de Celino e Wanderson sejam fruto de vingança e não de conflito de terras como se acreditava ganha força na comunidade do Cedro que vive sob um clima de medo e tensão desde então.
Investigação em Curso
A Polícia Civil está investigando o caso e promete muito em breve prender os autores dos assassinatos. Em Nota a PC disse que vem atuando para resolver o problema e que tem mais de um inquérito instaurado, muitas pessoas ouvidas e alguns pedidos, inclusive de prisões.
Continuaremos apurando e buscando o esclarecimento destes crimes hediondos que tiram o sossego e a paz da cidade de Arari.

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