Mais uma polêmica sacode os bastidores políticos de Palmeirândia. A primeira-dama do município, Patrícia Santos — conhecida nas redes sociais como “Patricinha Fashion” — está no centro de um novo escândalo, desta vez envolvendo um embate público com a ex-funcionária da prefeitura, Rosângela Rodrigues.
O caso ganhou repercussão após Rosângela divulgar vídeos nas redes sociais denunciando a situação precária do posto de saúde São Domingos, destacando a falta de higiene e o abandono do local, que, segundo ela, seria reflexo da má gestão do atual prefeito, Edilson da Alvorada — marido de Patrícia.
A denúncia causou incômodo à primeira-dama, que, segundo relatos da própria Rosângela, teria tentado intimidá-la por não estar mais vinculada à prefeitura e, ainda assim, gravar vídeos de denúncia. O que se seguiu foi um desabafo explosivo de Rosângela, também em vídeo, rebatendo as críticas e expondo sua revolta.
Em um tom contundente, Rosângela não poupou palavras ao direcionar sua mensagem à primeira-dama. “Se você acha que é rica e tem advogado, eu sou pobre mas também tenho. Agora, se você é mulher, vem na minha casa falar na minha cara”, disse em um dos trechos. A ex-funcionária alegou que a própria equipe do posto teria pedido que ela registrasse a situação por vídeo, dada a precariedade do ambiente, e questionou: “A sua casa é suja como o posto, Patrícia?”
Além das críticas à estrutura de saúde municipal, Rosângela também revelou que, em outra ocasião, foi procurada para ser testemunha em um processo no qual Patrícia teria agredido uma pessoa — algo que ela se recusou a fazer por respeito ao prefeito Edilson. “Eu não fui por ele, Quem não presta é você, Patrícia”, disparou.
A denúncia reacendeu discussões sobre a postura da primeira-dama e o papel que ela tem assumido na administração. A população, que já demonstra insatisfação com os serviços públicos na cidade, agora assiste a mais um episódio que mistura política, vaidade e acusações graves.
A prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A situação, no entanto, levanta um alerta: até que ponto figuras públicas podem ou devem se envolver diretamente em represálias contra críticas da população?

