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Lamentável, Líder indígena é assassinado a tiros em Arame

O líder indígena Zezico Rodrigues Guajajara, da TI Araribóia é diretor do Centro de Educação Escolar Indigena Azuru, foi encontrado morto a tiros, na estrada da Matinha, próximo à aldeia Zutiua, no município de Arame.

A Secretária de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) já acionou, através da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), a Força Tarefa de Proteção a Vida Indigena, a FT-Vida.

Segundo relatos de indígenas compartilhados em grupos de conversa, o corpo de Zezico foi achado por volta das 12h00 desta terça-feira (31) numa estrada que dá acesso à aldeia onde ele vivia, a Zutiua, no município de Arame (MA), onde vivem cerca de 1 mil indígenas.

De acordo com um amigo de Zezico e indigenista que tem um tem um longo trabalho na terra indígena Arariboia, Carlos Travassos, o guajajara era uma importante liderança da região.

“É até difícil para mim falar sobre ele nesse momento. Conversamos ontem ao telefone. Sempre que eu ia para o Arame, procurava falar com ele. Ele era uma das grandes lideranças da Arariboia na região do Arame. Foi um cara que sempre apoiou o grupo do Guardiões da Floresta desde o começo. Nessa região toda ele tinha um papel muito importante, uma referência na região, era ouvido pela imprensa da região. Sei que ele era visto na região por muitos madeireiros como um ‘culpado’ na reação dos indígenas à atividade madeireira, mas não tenho como afirmar se estavam ocorrendo agora ameaças contra ele. Houve, sim, relato de ameaças no passado.”

Os Guardiões da Floresta são um grupo hoje estimado em 120 indígenas que fiscaliza e se opõe ao roubo de madeira dentro da Arariboia. Em novembro passado, um dos mais destacados “guardiões”, Paulo Paulino, foi morto com um tiro dentro da Arariboia. A investigação da Polícia Federal concluiu que ele foi baleado por um grupo de caçadores clandestinos na terra indígena. Na mesma ocasião também morreu, com um tiro, um dos caçadores – a PF concluiu que o tiro partiu dos próprios invasores, no meio da confusão. Outro guajajara, Laércio, saiu ferido com um tiro.

Em um vídeo gravado em 2016, Zezico aparece dizendo que há “exploração ilegal da terra e entrada desordenada da terra por fazendeiros, que estão acabando com os limites da terra indígena Arariboia”.

Deputada Estadual Daniella Tema é diagnosticado com o novo coronavírus

A assessoria da deputada estadual Daniella Tema (PR), confirmou  por meio de nota que a parlamentar testou positivo para o novo coronavírus.

Daniella Tema ao lado do seu marido Cleomar Tema médico e prefeito da cidade de TumTum

Segundo a nota, o estado atual da parlamentar é considerada fora de risco.

Lembrando que a Deputada manteve contato recente com o Deputado Federal Aluísio Mendes que também testou positivo para o covid19.

“de ante mão, agradecemos as orações e as mensagens de carinho de todos  os Maranhenses ”, completou

Bolsonaro diz que Moro é egoísta e não ajuda governo em crise do coronavírus

Presidente reclama da postura do ministro da Justiça e afirma a interlocutores que está desassistido juridicamente

O presidente Jair Bolsonaro está irritado com a postura do ministro da JustiçaSérgio Moro, na crise do coronavírus. No final de semana, o presidente reclamou a interlocutores que Moro é “egoísta” e não está atuando para defender as suas posições no enfrentamento às medidas restritivas dos Estados e municípios como controle da covid-19. Bolsonaro, segundo o Estado apurou, reclama de estar desassistido juridicamente.

A irritação do presidente já é sintetizada em uma montagem que circula em grupos de WhatsApp bolsonaristas e mostra o ministro da Justiça em três versões. Na primeira foto, Moro está com uma máscara na boca. Na segunda, a proteção cobre os olhos. Na terceira, duas máscaras tapam os ouvidos.

No fim de semana, em conversa com interlocutores, Bolsonaro reclamou da postura do ex-juiz da Operação Lava Jato, dizendo que o ministro “só pensa nele” e “não está fazendo nada” para ajudar o governo na batalha que o presidente trava com os governadores.

Nas redes sociais, Moro tem se isentado de abraçar o discurso de Bolsonaro, que defende que as pessoas fora do grupo de risco voltem ao trabalho. Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, que já sofre pressão nos bastidores, deu seu recado no Twitter: “Prudência no momento é fundamental”.

A frase foi publicada junto com um artigo do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicado no jornal O Globo, em que faz um apelo aos magistrados dizendo que “é hora de ouvir a Ciência.” Moro fez questão de destacar um trecho do texto de Fux: “Está na ordem do dia a virtude passiva dos juízes e a humildade de reconhecer, em muitos casos, a ausência de expertise em relação à covid -19”.

O governo federal tem perdido batalha consideradas caras a Bolsonaro contra governadores e prefeitos. Apesar de Bolsonaro defender um isolamento vertical, somente para idosos e pessoas com doenças, os Estados e municípios seguem adotando a quarentena como medida para controlar o avanço da covid-19.

Na semana passada, a Justiça do Rio derrubou decisão de Bolsonaro de reabrir os templos e as casas lotéricas. Outra derrota foi imposta quando o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, decidiu liminarmente que governadores e prefeitos podem determinar sobre as restrições de circulação de transporte. A decisão derrubou um trecho da medida provisória que restringe ao governo federal determinar o que são serviços essenciais.

No domingo, Bolsonaro disse que teve um “insight” para baixar um decreto para liberar “toda e qualquer profissão” a trabalhar. Auxiliares da área jurídica têm alertado o presidente que as decisões individuais da União, Estados e municípios podem acarretar uma série de ações judiciais questionando as medidas uns dos outros. Eles tentam convencer Bolsonaro que chegar a um consenso com governadores e prefeitos é mais eficaz.

O presidente, no entanto, não está convencido. Para ele, Moro, o qual considera o mais experiente e tem mais popularidade, deveria ajudar o governo na disputa jurídica. A conclusão do presidente, segundo relatos ao Estado, é que Moro, ao optar por não buscar auxiliar o governo fora dos temas diretamente à sua pasta, demonstra atuar somente no que lhe dá capital político. Moro já assinou decretos para restringir a entrada de estrangeiros no País.

A avaliação no círculo mais próximo de Bolsonaro é que o ministro André Luiz Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU), embora seja tecnicamente bem preparado, é tímido politicamente e tem ficado aquém das expectativas do presidente na guerra que se transformou a crise do coronavírus. Já o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência e responsável pela Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), mesmo tendo uma relação família com o presidente, tem adotado uma postura comedida. Para Bolsonaro, a parte jurídica está sem rumo.

Mulher de Moro defende o isolamento social

A mulher do ministro da Justiça, a advogada Rosângela Moro, tem defendido o isolamento social em publicações em seus perfis na internet. No sábado, postou uma foto deitada lendo um livro: “Sábado + quarentena = leitura”.  No domingo,  alertou para o número de mortes causadas pela covid-19 com a foto de um avião no ar. “A cada 200/300 pessoas que morrem é como se um avião caísse”, escreveu, complementando com as hashtags #fiqueemcasa “olheparaolado “quempodeficaemcasa”.

Antes do pronunciamento de Bolsonaro defendendo que as pessoas voltassem à “normalidade”  e o isolamento apenas para o grupos de risco, Moro publicou no Twitter:  “Segurança Pública não pode parar, mas muita gente pode. Quem puder, fique em casa.”

No mesmo dia, o ministro republicou uma postagem do ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, fazendo uma defesa pontual para a flexibilização das medidas restritivas.  “Importante. Voluntarismo sem racionalidade e coordenação coloca o país em risco. Caminhoneiros precisam de serviços de suporte abertos na estrada, como borracharias e restaurantes. Alguns decretos estaduais devem ser revistos com urgência.”

Jussara Soares – O Estado de S.Paulo

Estamos preparados para ver caminhões transportando corpos?’

Segundo Mandetta, a determinação de paralisação no País tem reduzido os casos de acidentes e traumas e, por consequência, mais leitos ficam disponíveis para outras situações

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu ontem a diminuição de circulação de pessoas. Segundo ele, é necessário ter racionalidade e não agir por impulso. Ele afirmou que a paralisação deve ser analisada em cada cidade e Estado, até com a possibilidade de lockdown (fechamento total do comércio e ação policial nas ruas). A única medida que ele descartou foi o fechamento total do território brasileiro. Na visão dele, não seria positivo. “Não existe quarentena vertical (só para idosos), não existe quarentena horizontal. Existe a necessidade de arbitrar num determinado tempo qual grau de retenção que uma sociedade precisa fazer.”

Ao frisar que a pandemia de coronavírus não é uma “gripezinha”, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou cenários possíveis para a doença no Brasil e advertiu o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros durante reunião tensa neste sábado, 28, que, se morrerem mil pessoas, será o correspondente à queda de quatro Boeings. Depois, perguntou: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”

Segundo Mandetta, a determinação de paralisação no País tem reduzido os casos de acidentes e traumas e, por consequência, mais leitos ficam disponíveis para outras situações. Ele afirmou que há registros de até 50% de mudança na taxa de ocupação. E também afirmou que é importante diminuir a sobrecarga do sistema de saúde para que haja tempo de o governo comprar equipamentos de proteção para profissionais de saúde. Segundo afirmou, apesar de o Brasil estar negociando a compra dos produtos com a China, há uma dificuldade de transporte para o Brasil. Em alguns casos, segundo ele, será necessário contratar aviões.

“Mais uma razão para ficar em casa, parados, até que a gente consiga colocar os produtos nas mãos dos profissionais de saúde que precisam. Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar para o rico, para o pobre, para todo mundo. Tem de ter racionalidade e não nos mover por impulso. Vamos nos mover como eu digo desde o princípio, pela ciência, pela parte técnica e com planejamento”, afirmou.

Segundo ele, quando o governo fala em “colapso” não se refere apenas ao sistema de saúde, mas também à logística. O ministro afirmou que a paralisação de voos em alguns Estados atrapalha a entrega de equipamentos e medicamentos. Segundo ele, o Ministério da Infraestrutura está trabalhando para criar uma estratégia para recompor uma logística nacional de transporte.

“Essa epidemia é totalmente diferente da H1NI”, afirmou, rejeitando qualquer comparação. “Esse vírus ataca o sistema de saúde e sociedade, ataca logística, educação, economia”, afirmou defendendo que as ações sejam guiadas pela ciência e pela parte técnica. “Aqueles que dizem que essa gripe só mata 5 mil, 7 mil… Não é assim a conta”, enfatizou.

O ministro ainda defendeu ação conjunta com os Estados. “Vamos acertar, errar, ter dias bons e ruins. Estamos ainda conhecendo qual vai ser o dano desse vírus”, disse. O ministro afirmou que o trabalho a ser feito será para poupar a vida de todo mundo e reconheceu que o vírus ainda requer muito estudo. “Esta semana vamos construir um consenso com os secretários de saúde. Onde a gente ver que pode estar perdendo a guerra (para a doença), vamos apertar (as restrições).

Onde tiver melhor, podemos afrouxar. Mas vamos devagar e juntos.” Mandetta ainda destacou que, apesar da maioria dos óbitos ocorrer na população acima de 60 anos, não são todos.

Economia. Mandetta ainda afirmou que vai trabalhar com o Ministério da Economia para elaboração de um plano mínimo. “O presidente está certíssimo quando fala que a crise econômica vai matar as pessoas, que a fome vai matar pessoas. Está certíssimo e somos 100% engajados para achar solução com a equipe da Economia”, afirmou. Segundo ele, é preciso logística. “A pessoa não consegue ficar na casa dela, a geladeira fica vazia, o estômago fica vazio. Se a gente não tiver logística, como a pessoa vai encontrar alimento no supermercado?”

Informações: Jornal o Estado de São Paulo

Veja, Piauí registra primeira morte pelo novo Coronavírus; prefeito de São José do Divino

Prefeito Antônio Nonato Lima Gomes

Os exames do prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felicia (PT), testaram positivo para o novo Coronavírus. Os resultados foram liberados neste sábado(28) pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e informados pela Secretaria de Estado da Saúde.

Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença. Dois dias antes, já havia relato que estava com febre e dificuldades para respirar para o prefeito de Piracuruca Raimundo Alves, que o aconselhou a procurar atendimento em Teresina.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governdor Wellington Dias confirma o exame do prefeito e revela que Atônio Felícia contraiu a Covid-19 de um colega de Parnaíba, que também testou positivo para a doença.

O vice-prefeito do município de São José do Divino, Assis Carvalho, assumiu a gestão do executivo. Ele informou que o prefeito não tinha hábito de viajar para outros estados, o que possibilitaria a transmissão comunitária com alguém infectado por Covid-19.

Enterro do prefeito na sexta 27/03

“A rotina dele era esta, ele era agropecuarista, laticínio. Ele tinha toda essa rotina de estar acompanhando o funcionamento da sua fazenda e a rotina maior era no São José (do Divino)”, contou.

Por Caroline Oliveira

Veja Agora, São Bento receberá mais de R$ 100 mil para compra de máscaras, luvas e álcool gel em combate ao covid19

A Comissão Intergestores Bipartite do Maranhão definiu na quarta-feira (25) a divisão de R$ 20,1 milhões garantidos pelo governo Jair Bolsonaro para o combate ao novo coronavírus no estado.

O valor soma-se aos R$ 14 milhões que já haviam sido disponibilizados no início do mês.

Prefeito de São Bento Luizinho Barros

Segundo os critérios aprovados durante o encontro, e já registrados em ata, serão R$ 4 milhões para a Secretária de Estado da Saúde (SES) – R$ 2 milhões dos quais devem ser utilizados para a compra de máscaras, álcool gel e outros Equipamentos de Protecao Individual (EPIs), a serem distribuidos pela Famem às prefeituras – e R$ 16 milhões para as gestões municipais.