BR 135
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Nova tragédia na BR-135 volta a gerar revolta em deputados na Assembleia

César Pires classificou de covarde a classe política, que não consegue convencer o Governo Federal da importância da duplicação da rodovia, palco de acidentes fatais

BR 135

A ocorrência de mais uma tragédia na BR-135, justamente no trecho em que se arrastam desde setembro de 2012 as obras de duplicação da rodovia – entre o Estreito dos Mosquitos e a cidade de Bacabeira –, reacendeu na Assembleia Legislativa o debate sobre o atraso na conclusão do serviço.
No domingo, 3, oito pessoas que estavam em um carro de passeio usado para fretamento morreram após o veículo colidir frontalmente com um caminhão de lixo, que tentava fazer uma ultrapassagem no Campo de Perizes.
Esta é a segunda ocorrência de maior repercussão na rodovia. Em março, a bailarina Ana Duarte foi assassinada no trecho da BR-135 dentro da Ilha de São Luís, quando reduziu a velocidade do seu veículo por causa da buraqueira.
“Nós somos todos covardes. Não temos sido competentes para pressionar devidamente o Governo Federal a concluir essa obra”, afirmou o deputado César Pires (PEN), citando entre os “culpados”, além da União, os deputados estaduais e federais e os senadores maranhenses, além do Governo do Estado.

LAMENTAÇÕES
O parlamentar citou, além da falta de duplicação, outros problemas da via. “Até quando, desta tribuna aqui, nós vamos continuar na lamentação”?
Não tem sinalização horizontal também nesses 17 quilômetros, não tem acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal nesses 17 quilômetros. Serão precisos mais mortos para que a gente possa vir aqui fazer cara de mercador, ou tentar fazer média para a imprensa por sensibilidade, quando na verdade nós também somos culpados disso?”, questionou.

César Pires classificou de covarde a classe política, que não consegue convencer o Governo Federal da importância da duplicação da rodovia, palco de acidentes fatais.

PALIATIVOS

Logo após o assassinato da bailarina Ana Duarte, o Dnit reforçou as equipes de recuperação emergencial da BR-135 no trecho dentro da Ilha de São Luís. O ritmo da duplicação, no entanto, segue muito lento. Apesar disso, o órgão garante que as obras não estão paradas.
Dnit só age após registro de tragédias dades e imprudências, o deputado Cabo Campos (DEM) classificou o trecho da BR-135 de “lixo”.
“Oito vidas de uma só vez. Vidas que cruzaram com uma caçamba carregada de lixo. Um verdadeiro lixo que é a BR-135”, disse. Sem citar um culpado específico para a tragédia, ele insinuou que a responsabilidade é do Governo Federal.

DEPUTADO EDUARDO BRAIDE QUER QUE O EXERCITO ASSUMA A OBRA

O deputado Eduardo Braide (PMN) revelou que apresentará requerimento que, se aprovado, possibilitará o encaminhamento de um pedido formal ao Ministério dos Transportes para que a obra de duplicação seja delegada ao Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército.

O parlamentar decidiu fazer esse encaminhamento após uma reunião com o comandante do 24º Batalhão da Infantaria Leve (BIL), tenente-coronel Azevedo, ainda na semana passada. “Ele me disse que o Exército tem condições e efetivo para executar essa obra. Apresentaremos um requerimento para que seja encaminhada essa solicitação ao Ministro dos Transportes, para que ele possa fazer essa mudança”, afirmou.