Projeto prevê integrar ferrovia e rodovias para movimentar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas, reduzir custos de transporte e fortalecer a produção de grãos na região leste do Maranhão
O governador Carlos Brandão recebeu, nesta terça-feira (7), no Palácio dos Leões, investidores privados e representantes da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para discutir a implantação do Terminal Intermodal Gonçalves Dias (TIGD), no município de Caxias. Com investimento previsto de R$ 300 milhões, o projeto deve movimentar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas e criar uma nova rota para o transporte da produção agrícola da região leste do Maranhão.
A proposta é integrar o transporte ferroviário e rodoviário para movimentar grãos, fertilizantes, combustíveis e outros produtos, além de permitir futuras operações com contêineres. O complexo também deverá reunir áreas operacionais, produtivas e de apoio logístico ligadas ao parque industrial de Caxias.
Durante a reunião, Brandão destacou que o Governo do Maranhão será parceiro do empreendimento, especialmente na implantação do acesso ao terminal e na integração com o distrito industrial existente no município.
“O Governo do Estado tem um distrito industrial que vai agregar a esse grande investimento. Nós estamos fazendo uma parceria, e o governo vai fazer o acesso a esse investimento para que sejam recebidos os grãos daquela região e o fertilizante que virá do porto. É um grande conjunto de modal integrado para trazer desenvolvimento e começar a atender a região leste do estado, que está avançando na produção de grãos, como soja e milho”, afirmou o governador.
A implantação do terminal deverá beneficiar produtores, transportadores, empresas e prestadores de serviços de Caxias e dos municípios próximos. Com uma nova alternativa para o escoamento da produção, a expectativa é reduzir os custos de transporte, diminuir perdas durante o percurso e facilitar a chegada de insumos às áreas produtoras.
Safra de 2027 poderá ser transportada pela ferrovia
Segundo o diretor-presidente da FTL, Ismael Trinks, o terminal permitirá aproveitar o potencial agrícola da região e ampliar o uso da ferrovia no transporte de cargas pelo Maranhão.
“Nós discutimos a implantação de um terminal voltado ao agronegócio, com capacidade para movimentar em torno de 1 milhão de toneladas no município de Caxias. A nossa intenção é que a safra de 2027 já seja transportada pela ferrovia”, explicou.
O projeto se conecta à expansão da malha ferroviária no Nordeste e deverá estabelecer uma ligação mais eficiente entre as áreas de produção: o município de Caxias e o Porto do Itaqui.
Hoje, parte significativa das cargas percorre longas distâncias apenas por rodovias. Com o terminal, os produtos poderão seguir por estrada até Caxias e, de lá, continuar o trajeto pela ferrovia. No caminho contrário, fertilizantes e outros insumos recebidos pelo Porto do Itaqui poderão chegar com mais facilidade às regiões produtoras.
Integração com o Porto do Itaqui
A presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Oquerlina Costa, ressaltou que o terminal representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de cargas pelo Porto do Itaqui e fortalecer sua posição estratégica no Arco Norte.
“Para o Porto do Itaqui é uma grande oportunidade para aumentar a nossa movimentação de cargas e alavancar cada vez mais a posição do Porto do Itaqui como um porto estratégico para a região do Arco Norte do Brasil”, observou.
A integração entre rodovia, ferrovia e porto também pode trazer ganhos ambientais ao diminuir os trajetos realizados exclusivamente por caminhões e ampliar o aproveitamento do transporte ferroviário, que permite movimentar grandes volumes de carga em longas distâncias.
Além da operação logística, a expectativa dos responsáveis pelo projeto é atrair empresas, armazéns, indústrias e prestadores de serviços para Caxias, com impacto na geração de emprego, renda e novas oportunidades econômicas para a região.



