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Vídeo: Cadeirante denuncia abandono e falta de acessibilidade em São Mateus; gestão de Miltinho Aragão é alvo de críticas

Um vídeo que circula nas redes sociais tem gerado revolta entre moradores de São Mateus do Maranhão. Nas imagens, um cadeirante denuncia as dificuldades que enfrenta diariamente para se locomover na Rua Santo Antônio, no centro da cidade, onde, segundo ele, a falta de infraestrutura e acessibilidade tem praticamente ceifado seu direito de ir e vir.

O morador afirma que vive há nove anos na mesma rua e que, durante todo esse período, a situação permanece sem solução. As condições precárias da via tornam quase impossível a mobilidade para quem depende de cadeira de rodas, evidenciando a ausência de políticas públicas voltadas à acessibilidade e à inclusão.

A denúncia reacendeu críticas à gestão do prefeito Miltinho Aragão, que tem sido alvo de insatisfação popular. Na cidade, o gestor já ganhou até um apelido entre alguns moradores: “Mitindo Aragão”, em tom de ironia às promessas feitas e não cumpridas ao longo da administração.

Moradores também apontam que o grupo político comandado por Miltinho Aragão e seu sobrinho Ivo Resende mantém influência no município há quase duas décadas, o que, segundo críticos, caracteriza uma espécie de oligarquia política local.

Outro ponto que tem gerado questionamentos é a acusação de que o prefeito estaria mais focado em articular a campanha do sobrinho Ivo Resende para deputado estadual do que em resolver problemas estruturais da cidade. Enquanto isso, dizem moradores, questões básicas como infraestrutura urbana e acessibilidade seguem sem solução.

Para quem vive diariamente as dificuldades nas ruas de São Mateus, o sentimento é de abandono. O caso do cadeirante exposto no vídeo acabou se tornando símbolo da insatisfação popular e reacendeu o debate sobre responsabilidade administrativa, inclusão social e respeito ao direito de ir e vir da população.

A população agora cobra providências urgentes para que situações como essa sejam resolvidas e para que pessoas com deficiência tenham garantido o mínimo de dignidade e mobilidade na cidade.