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Lei originária de projeto de Carlos Lula torna obrigatórias ações de combate ao HPV no Maranhão

Lei originária de projeto de Carlos Lula torna obrigatórias ações de combate ao HPV no Maranhão

Deputado Carlos Lula diz que a melhor maneira de evitar o aumento dos casos de câncer causados pelo HPV é a vacinação

Segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 17 mil novos casos de câncer de colo de útero, sendo 800 no Maranhão. A doença é causada por infecções recorrentes de alguns tipos de Papilomavírus Humano (HPV) e é considerada a terceira causa de mortes prematuras femininas no país.

Para evitar o aumento dos casos, está em vigor a Lei 11.996, de autoria do deputado estadual Carlos Lula (PSB), que estabelece as Diretrizes para Política Estadual de Proteção e Combate contra o vírus Papilomavírus Humano (HPV). O novo regulamento obriga a conscientização, a imunização, o diagnóstico e o tratamento em todo o estado do Maranhão.

Para Carlos Lula, a melhor maneira de evitar o aumento dos casos de câncer causados pelo HPV é a vacinação, sendo necessária a mobilização dos 217 municípios. Segundo o parlamentar, a política de combate ao HPV precisa ser permanente.

“Temos um problema sério no Maranhão que é a alta incidência de câncer de colo de útero e de câncer de pênis, derivado, sobretudo, do HPV. Com o aumento da vacinação, poderíamos em uma ou duas gerações, zerar a doença. Para isso, os municípios precisam atingir as metas de vacinação de meninos e meninas na idade correta e evitar que no futuro, quando eles iniciem sua vida sexual eles estejam sujeitos à doença. Esperamos que essa política seja mais um elo a fortalecer o programa lançado recentemente pelo Governo do Estado que é o ‘Cuidar de Todos”, voltado para a Atenção Primária”, explicou.

A vacina é oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 15 anos. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

A vacina HPV é capaz de prevenir infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelo vírus. Além do câncer de colo de útero, a infecção também está relacionada ao câncer anal, de vulva, de vagina, de pênis e de orofaringe.

A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo, mas os números estão abaixo do esperado em todo o país. No Maranhão, a cobertura acumulada entre as faixas etárias elegíveis do programa de 24,04% entre os meninos e de 46,96% entre as meninas. Atualmente, todos os 217 municípios se encontram abaixo da meta de cobertura vacinal. Vargem Grande, Nina Rodrigues, Turilândia, Santa Helena e Timbiras estão abaixo de 7%.

“A partir de agora, com a publicação da lei, vamos acompanhar o trabalho realizado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelos municípios para garantir a intensificação da vacinação e a identificação primária de sinais e sintomas da doença para garantir o tratamento precoce na rede pública de saúde. Só com essas medidas poderemos garantir a diminuição desses casos ao longo dos próximos anos”, ressaltou o deputado estadual Carlos Lula.

Assecom / Dep. Carlos Lula

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