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Prefeitura de Bequimão planeja gastar quase R$ 2 milhões com aluguel de transporte escolar em apenas 10 meses

Prefeito de Bequimão Zé Martins

A gestão do prefeito Zé Martins, em Bequimão, voltou a ser alvo de críticas após a divulgação de uma licitação no valor de R$ 1.823.734,03 para o aluguel de veículos destinados ao transporte escolar. O montante seria gasto ao longo de apenas 10 meses e causou indignação na população local, especialmente diante da precariedade do serviço atualmente oferecido aos estudantes.

Apesar do alto valor envolvido, a realidade nas comunidades bequimãoenses é outra: muitos alunos ainda estão fora das salas de aula por falta de transporte. A situação, que já motivou diversas denúncias por parte da população, escancara um problema grave e persistente, que afeta diretamente o acesso à educação no município.

Segundo o processo licitatório, a verba será utilizada para alugar 10 micro-ônibus, 3 ônibus, 7 vans e uma Doblô. No entanto, moradores e lideranças comunitárias questionam a necessidade e a proporcionalidade desses gastos. “É muito dinheiro para um serviço que deveria ser resolvido de forma mais eficiente e permanente. Estamos falando só de aluguel, e mesmo assim os alunos continuam sem transporte”, criticou um morador da zona rural que preferiu não se identificar.

O elevado custo do aluguel, considerando a realidade econômica do município, levanta suspeitas sobre a real intenção da prefeitura. Em uma cidade carente de investimentos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e educação, o valor da licitação chamou atenção por parecer desproporcional. “A sensação que temos é de desperdício de dinheiro público. Bequimão é uma cidade pobre, e isso nos leva a questionar por que a prefeitura opta por esse tipo de contrato ao invés de investir em soluções mais duradouras”, apontou uma professora da rede municipal.

A licitação, ao invés de representar um alívio para o problema, acabou acirrando ainda mais a revolta da população, que cobra transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos. A pergunta que ecoa entre os moradores é: será que a prefeitura está realmente preocupada em resolver o problema do transporte escolar ou apenas criando mais um gasto milionário sem resolver o essencial?

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