Uma propriedade luxuosa, veículos de alto padrão, funcionários pagos com dinheiro público e um núcleo estratégico de comunicação política. Não estamos falando de Brasília ou de algum centro de inteligência nacional. Estamos falando de São José de Ribamar.
A chamada “Chácara do Vice” — como é conhecida pela população — não é apenas um espaço de lazer com piscina, campo de vôlei, ambientes climatizados, UTVs, Jet Skis e carros de luxo. A estrutura impressiona, rivalizando com produções cinematográficas. Mas o que acontece por trás das cortinas da ostentação?
Segundo relatos e denúncias que circulam nos bastidores da política local, o espaço funciona, nos dias úteis, como uma espécie de “prefeitura paralela”. Ali, uma equipe considerável de servidores — supostamente pagos com recursos da própria Prefeitura — estaria à disposição integral do vice-prefeito, gerenciando demandas e estratégias que escapam ao controle institucional do executivo municipal.
Mas o mais alarmante veio à tona nas últimas semanas.
Fontes ligadas ao grupo político do prefeito Dr. Julinho afirmam que a mesma chácara virou o centro de disparo de conteúdo digital com ataques direcionados a vereadores, secretários e até ao próprio filho do prefeito. A operação, segundo essas fontes, teria nome e sobrenome: Grupo Guerra Fria. Criado em aplicativos de mensagens, esse grupo teria como objetivo minar aliados do prefeito que não se alinhem à cartilha do vice e da primeira-dama.
Como se não bastasse, um segundo grupo já estaria em campanha para 2028. O nome? “Grupo da Vitória 2028”, apontado como núcleo estratégico para alavancar o nome de Natércio — o suposto sucessor preferido do atual grupo.
A pergunta que fica é:
Quantos servidores públicos estariam, de fato, envolvidos nessa estrutura?
Quem financia essa máquina de poder paralelo?
E até quando a população de Ribamar vai assistir a esse jogo político sem transparência nem controle?
No próximo episódio, traremos os nomes que circulam como integrantes dessa operação silenciosa.

