A gestão do prefeito Mecinho, de São João Batista, está novamente no centro de uma polêmica após a divulgação de um contrato milionário firmado entre a prefeitura e a empresa Canorte Construções LTDA, no valor de impressionantes R$ 6.100.000,00 (seis milhões e cem mil reais). O objeto do contrato? Serviços de manutenção preventiva e corretiva de prédios vinculados à Secretaria Municipal de Educação.
O problema, segundo moradores e lideranças locais, é que não se trata apenas de escolas, mas de qualquer prédio subordinado à pasta — um verdadeiro cheque em branco para a empresa executar “manutenções” que, segundo críticos, dificilmente justificariam tamanha cifra.
Para se ter uma ideia do impacto desse valor, com R$ 6,1 milhões seria possível construir ao menos seis prédios escolares novos, ou ainda três unidades de porte semelhante ao Colégio Ateniense, retirando a prefeitura de prédios alugados e economizando a longo prazo. Outra possibilidade apontada por moradores seria a reforma completa e climatização de todas as escolas atualmente abandonadas no município, que sofrem com a precariedade estrutural e pedagógica.
O contrato foi firmado com a Canorte Construções LTDA, empresa sediada na Avenida Juscelino Kubitschek, nº 1001, bairro Castanhal, no município de Turiaçu — cidade distante mais de 100 km de São João Batista. A escolha da empresa e a abrangência do contrato levantaram ainda mais suspeitas sobre a real destinação do dinheiro.
Indignados, moradores questionam o porquê de tamanha verba estar sendo direcionada para manutenções, enquanto alunos enfrentam salas de aula sem ventilação, sem estrutura mínima e professores sobrecarregados.
Diante da repercussão, cresce a cobrança por explicações por parte do Ministério Público e dos órgãos de controle. Afinal, educação deveria ser prioridade — e não um pretexto para gastos questionáveis.


