Na noite desta quinta-feira (29), a cidade de Carolina, no sul do Maranhão, foi palco de uma ação criminosa violenta e coordenada, protagonizada por uma quadrilha fortemente armada. O alvo foi a agência do banco Bradesco, invadida por volta das 22h por criminosos que usaram caminhonetes, armamento pesado e táticas de intimidação para realizar o assalto.
Testemunhas relataram momentos de pânico. Os assaltantes tomaram as ruas centrais da cidade, efetuaram disparos, fizeram reféns e usaram as vítimas como escudos humanos para dificultar a ação das forças de segurança. Tiros, gritos e correria marcaram o cenário de guerra vivido pela população durante a investida.
Após o ataque ao banco, os criminosos incendiaram veículos em pontos estratégicos da cidade para bloquear acessos e impedir perseguições policiais. Os reféns foram liberados após o término da ação, aparentemente sem ferimentos graves, mas visivelmente abalados emocionalmente. O valor subtraído da agência ainda não foi divulgado pelas autoridades.
Desde a madrugada, as Polícias Civil e Militar realizam uma operação na região para tentar localizar os autores do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
Nesta sexta-feira (30), Carolina amanheceu em clima de tensão. Escolas suspenderam as aulas e muitos estabelecimentos comerciais abriram as portas parcialmente, diante do clima de insegurança. Moradores se dizem traumatizados e cobram do poder público medidas urgentes de reforço na segurança.
O crime segue o modus operandi do chamado “novo cangaço”, estilo de assalto em que quadrilhas fortemente armadas invadem cidades pequenas, geralmente à noite, e praticam ações violentas contra instituições financeiras, desafiando o Estado com organização e poder de fogo.
A violência deixou marcas profundas em Carolina e acende o alerta para a crescente vulnerabilidade de cidades do interior frente a esse tipo de ação criminosa.

