Blog Veja Agora | Com Junior Araujo - Notícia com veracidade dos fatos

Secretária da SMTT, controlador e procuradora ignoram convocação da Câmara e podem ser levados coercitivamente para explicar crise do transporte em São Luís

A secretária municipal de Trânsito e Transportes de São Luís, Manuella Fernandes, a procuradora-geral do Município, Valdélia Campos, e o controlador-geral do Município, Sérgio Mota, não compareceram à sessão da Câmara Municipal marcada para prestar esclarecimentos sobre a crise no sistema de transporte público da capital. A ausência foi registrada durante sessão plenária e abriu discussão entre os vereadores sobre a adoção de medidas regimentais diante do não atendimento à convocação aprovada pelo parlamento.
A convocação havia sido aprovada, por unanimidade, na última quarta-feira (4), após sucessivas paralisações do transporte coletivo e questionamentos sobre a condução das negociações entre Prefeitura, empresas e trabalhadores do setor. O requerimento foi apresentado pelo vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós, que afirmou que a audiência tinha como objetivo tratar de um problema que afeta diretamente a rotina de centenas de milhares de usuários do transporte público em São Luís.
Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou que a crise no sistema não é pontual, mas recorrente, citando greves e paralisações registradas ao longo dos últimos anos. Segundo ele, relatórios da própria Controladoria do Município já apontaram fragilidades na estrutura da SMTT, incluindo dificuldades na gestão do sistema, na fiscalização da tarifa social e no acompanhamento operacional do transporte coletivo.
A ausência dos representantes do Executivo provocou reação entre os vereadores, que questionaram a justificativa encaminhada minutos antes do horário da audiência, sob o argumento de que a greve já havia sido encerrada. Parlamentares afirmaram que o não comparecimento esvazia o papel fiscalizador da Câmara e compromete o debate sobre soluções para a crise do transporte, especialmente diante da possibilidade de novas paralisações.
Durante o debate em plenário, vereadores discutiram as medidas possíveis diante da ausência, incluindo a realização de nova convocação. Conforme o entendimento apresentado na sessão, caso haja novo não comparecimento, a convocação poderá evoluir para condução coercitiva, com obrigação formal de comparecimento para prestar esclarecimentos ao Legislativo municipal.
Também foi levantada a possibilidade de adoção de medidas institucionais para garantir o exercício do poder fiscalizatório da Câmara, incluindo a provocação de órgãos competentes para apuração de eventual descumprimento de dever funcional, caso fique caracterizada ausência injustificada, podendo resultar na abertura de procedimento por improbidade administrativa.
A convocação ocorre em meio a mais uma crise no transporte público da capital, marcada por paralisações recentes, dificuldades financeiras de empresas operadoras e reclamações de trabalhadores sobre atrasos salariais. Vereadores relataram que o sistema segue em situação instável, com relatos de empresas operando sob medidas judiciais e risco de novas interrupções no serviço.
A atual titular da SMTT assumiu o cargo após a exoneração de Maurício Itapary, em meio à pressão política e administrativa pela reestruturação do sistema e pela realização de uma nova licitação do transporte coletivo. A expectativa da Câmara é que os secretários municipais compareçam em nova data a ser definida para esclarecer as medidas adotadas pela Prefeitura de São Luís. Caso contrário, poderá ser adotada a condução coercitiva para garantir a prestação das informações solicitadas pelos vereadores.

Nos bastidores da ALEMA: Davi Brandão rasga elogios a Roberto Costa e reforça sintonia política em defesa da educação de Bacabal

Davi Brandão e Roberto Costa

O pronunciamento do deputado estadual Davi Brandão na tribuna da Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (11), movimentou os bastidores políticos ao destacar a parceria e o alinhamento com o prefeito Roberto Costa em favor da educação de Bacabal. A fala foi interpretada por aliados como um gesto claro de união política em torno de resultados concretos para o município.

Durante o discurso, o parlamentar ressaltou os investimentos realizados na rede municipal, como melhorias na estrutura das escolas, qualificação de educadores, entrega de fardamento e distribuição de tablets para estudantes, apontando que a gestão tem colocado a educação como prioridade estratégica.

Em uma das declarações mais comentadas, Davi Brandão reforçou a confiança na administração municipal:

“Hoje a responsabilidade dos pais é só levar para a escola. Lá dentro, o Roberto e os professores garantem a qualidade.”

Nos bastidores, a avaliação é de que a sintonia entre o deputado e o prefeito tem fortalecido políticas públicas e consolidado um momento de avanços para Bacabal, especialmente na área educacional, considerada peça-chave para o desenvolvimento da cidade.

Presidente Sarney inaugura Sala do Empreendedor e fortalece parceria com o Sebrae

Na manhã desta quarta-feira (11), a Prefeitura de Presidente Sarney inaugurou oficialmente a Sala do Empreendedor, um importante instrumento de apoio aos pequenos negócios e de estímulo ao desenvolvimento econômico do município.

O novo espaço foi criado para oferecer orientação, suporte técnico e facilitar o acesso dos empreendedores sarneyenses aos serviços necessários para formalização, regularização e crescimento de seus negócios, fortalecendo a geração de renda e oportunidades na cidade.

Durante a solenidade, o prefeito Gilson Lima destacou a importância da iniciativa para o futuro do município. “Hoje é um dia muito especial para Presidente Sarney. A Sala do Empreendedor nasce com o propósito de fortalecer quem já empreende e incentivar novos negócios. Apoiar o empreendedor é estimular a geração de renda e impulsionar o desenvolvimento local”, ressaltou o gestor do município.

*Parceria fortalecida* – Na ocasião, o prefeito e o superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal, assinaram o convênio que consolida a parceria entre a Prefeitura e a instituição. Leal ressaltou o compromisso do Sebrae com o fortalecimento dos municípios maranhenses.

“A Sala do Empreendedor é uma ferramenta estratégica para apoiar os pequenos negócios. Essa parceria com a Prefeitura de Presidente Sarney demonstra o compromisso da gestão em criar um ambiente propício para o crescimento econômico e para a formalização dos empreendedores, fazendo o município se desenvolver cada vez mais”, declarou.

A gerente do Sebrae em Pinheiro, Rosa Amélia Borges, também enfatizou o impacto positivo da iniciativa. “Quando o município investe no empreendedor, investe diretamente no desenvolvimento local. A Sala do Empreendedor vai aproximar os serviços do Sebrae da população sarneyense e facilitar o acesso à informação, capacitação e orientação”, assegurou a gerente.

O secretário municipal de Administração, Pastor Elioenai, destacou que a implantação do espaço representa um avanço na modernização dos serviços públicos oferecidos à população. “Estamos organizando e estruturando o município para atender melhor os cidadãos. A Sala do Empreendedor é mais uma ação concreta que fortalece a economia local e amplia as oportunidades para quem deseja crescer,” destacou.

Com a inauguração, Presidente Sarney dá mais um passo rumo ao fortalecimento do empreendedorismo e à construção de um novo tempo de desenvolvimento e oportunidades para todos.

Desespero, Vereador de Colinas denuncia ameaça e tentativa de intimidação por parte do deputado federal Márcio Jerry

Dep Federal Marcio Jerry

O vereador de Colinas Cleiton do  Hospital denunciou que sofreu ameaça e tentativa de intimidação por parte do deputado federal comunista Márcio Jerry, durante um evento na cidade de Presidente Dutra. Além de relatar o ocorrido, em vídeo que circula em grupos de WhatsApp, Cleiton afirmou que vai fazer Boletim de Ocorrência na polícia, como forma de resguardar sua integridade.

“Sentou do meu lado e, com tom de ameaça, foi no meu ouvido e falou as seguintes palavras: ‘Olha, Cleiton, eu vou mandar a Polícia Federal em Colinas. Já falei com o ministro Flávio Dino’. Bateu no meu braço, bateu no meu peito, me ameaçou”, relata o vereador no vídeo, que mostra a sequência das imagens de Jerry falando com ele no evento.

Cleiton do Hospital é o mesmo vereador que, durante uma entrevista no mês de janeiro último, deu detalhes de“fuxicos” feitos por Márcio Jerry à mulher de Dino, como forma de plantar a discórdia com o recém-empossado governador Carlos  Brandão. “Dani, demitiram teu fotógrafo, demitiram teu jardineiro, demitiram tua cozinheira”, contou.

Cleiton e Jerry são filhos de Colinas e, na mesma entrevista, o vereador falou sobre os planos frustrados do deputado federal que sonhava eleger seu  irmão prefeito da cidade.  “Quem é de Colinas, sabe quem é Márcio Jerry. A real história de Márcio Jerry é essa: de derrota, fracasso, mentiras, intrigas”.

Ameaças e narrativas falsas

No cenário político maranhense, o vereador é só mais uma vítima de integrante do grupo que se denomina dinista e faz uso de ameaças contra adversários políticos. Eles vivem de criar narrativas falsas contra quem não segue a cartilha deles.

Veja Agora: Maura Jorge pode quebrar cofres de Lago da Pedra para eleger filho deputado estadual

Prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge e seu filho pré-candidato a deputado estadual Rui Jorge

A política maranhense — especialmente em cidades interioranas como Lago da Pedra — expõe de forma cristalina o desafio estrutural que o Brasil enfrenta quando se trata da relação entre poder público, interesse familiar e eleições. A prefeita Maura Jorge (PP)está no centro de um movimento que tem alarmado órgãos de controle, especialistas e cidadãos: a tentativa de transformar a máquina pública em um instrumento para elevar o poder político de sua própria família — em particular, de eleger o filho, Rui Jorge, como deputado estadual em 2026.

Nos últimos meses, o cenário em Lago da Pedra parece mais uma estratégia de poder do que administração transparente. A prefeita intensificou articulações políticas extrapolando os limites do município, obtendo apoio de seis vereadores de Arari para o projeto do filho — uma movimentação que, embora legalmente possível, levanta questões éticas sobre uso político da estrutura pública para fins partidários, e além disso, apoio político no Brasil, especialmente no Maranhão não é de graça.

Vereadores de Arari decidiram apoio a Rui Jorge para disputa de vaga na Assembleia Legislativa nestas eleições de 2026

O problema maior não está apenas na busca legítima por votos, mas no quanto do orçamento municipal pode estar sendo redirecionado para fortalecer uma base política pessoal, em detrimento de serviços públicos essenciais.

Essa situação ecoa um alerta recente feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA), em 7 de fevereiro de 2026. No evento, Lula criticouduramente o estado atual da política brasileira, afirmando que o sistema “apodreceu”, particularmente devido ao custo estratosférico de candidaturas — onde “agora é dinheiro rolando para tudo quanto é lado” — e citou a vergonha que é saber “quanto custa um cabo eleitoral e o preço de cada candidatura no país”.

Esse ambiente nacional — em que se reconhece que dinheiro e poder se misturam de forma tóxica — oferece contexto para compreender por que iniciativas como a de Maura Jorge suscitam tanta preocupação.

O caso Curió em Turilândia gera um precedente alarmante

Vale ressaltar um exemplo recente de como a busca por poder político pode desgastar as finanças públicas: no município de Turilândia, o então prefeito teria comprometido os cofres municipais para estruturar uma base eleitoral em favor da esposa, Eva Curió, quando ela era pré-candidata a deputada estadual. O episódio se transformou em símbolo de advertência sobre os riscos de usar recursos públicos para fins eleitorais — com relatos de desequilíbrio orçamentário e cortes em serviços básicos. (O caso ainda está sob investigação por órgãos competentes e merece atenção contínua.)

O impacto real na vida dos cidadãos

Quando recursos são direcionados, mesmo que indiretamente, para fortalecer projetos políticos familiares, o que se perde é muito mais que cifras nos balanços: perde-se qualidade nos serviços de saúde, educação, infraestrutura urbana e suporte social. Municípios como Lago da Pedra, com demandas sociais urgentes, não podem arcar com a administração pública subordinada a interesses que favorecem uma família em detrimento da coletividade.

Além disso, misturar administração municipal com campanha electoral, ainda mais em um contexto em que se reconhece a “podridão” e o custo exagerado das campanhas, arrasta para baixo a confiança da população nas instituições e na própria política.

Conclusão

O episódio em Lago da Pedra é um retrato claro de um desafio maior que assola a política brasileira: o conflito entre o interesse público e a busca por hegemonia política familiar. Casos como esse reforçam o alerta de que a política, muitas vezes, virou um campo onde o poder se sobrepõe à responsabilidade social — algo que autoridades nacionais e órgãos de fiscalização têm repetidamente criticado.

É papel da imprensa expor, com responsabilidade e análise crítica, situações que possam comprometer a boa gestão e o uso adequado dos recursos públicos, sem sensacionalismo, mas com firmeza e compromisso com a verdade.

Via: Joerdson Rodrigues 

Ratos e baratas custam R$ 1,8 milhão em Matinha e levantam suspeitas sobre a gestão Nilton Everton

Prefeito Nilton Everton

A gestão do prefeito de Matinha, Nilton Everton, volta a ser alvo de questionamentos após a divulgação de um processo licitatório que prevê gasto estimado de R$ 1.811.729,83 com serviços de dedetização e ações correlatas no município.

De acordo com os dados do processo, a modalidade escolhida foi Menor Preço, com abertura realizada no dia 12 de setembro de 2025, às 10h. O objeto trata do registro de preços para futura e eventual contratação de empresa especializada para execução dos seguintes serviços:

  • Dedetização

  • Desratização

  • Descupinização

  • Sanitização e desinfecção

  • Desalojamento de pombos e morcegos

  • Limpeza de reservatórios (caixa d’água)

O valor milionário chamou atenção da população, principalmente diante da realidade enfrentada por diversos prédios públicos municipais. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, não há registros visíveis de serviços sendo executados nas repartições, o que levanta dúvidas sobre a efetiva aplicação dos recursos.

Inércia administrativa e suspeitas

Moradores relatam que escolas, unidades de saúde e outros órgãos públicos não apresentaram qualquer movimentação relacionada a dedetização recente. A ausência de comprovação prática dos serviços gera questionamentos sobre a necessidade real do montante previsto.

A gestão de Nilton Everton já vinha sendo criticada por suposta falta de ações estruturantes no município. Agora, o alto valor destinado a “matar ratos e baratas”, como ironizam moradores, intensifica a pressão popular e reforça a narrativa de que a administração estaria se afundando em um suposto mar de irregularidades.

Transparência e fiscalização

Diante do valor expressivo — que ultrapassa R$ 1,8 milhão — cresce a expectativa para que órgãos de controle e fiscalização acompanhem de perto a execução contratual, garantindo que os serviços previstos no edital sejam efetivamente realizados e comprovados.

A população de Matinha aguarda explicações claras da Prefeitura sobre:

  • Onde os serviços foram executados;

  • Quais prédios foram contemplados;

  • Qual a empresa vencedora do certame;

  • E como será feita a fiscalização da execução.

Enquanto isso, a pergunta que ecoa nas ruas é direta: onde foram parar quase dois milhões de reais destinados à dedetização?

O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Matinha.

Veja Agora!!! Desembargadora Graça Amorim determina a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia

MP-MA constatou por meio de interceptação telefônica e quebra de sigilo telemático que os vereadores descumpriram as cautelares anteriormente fixadas no bojo da Operação Tântalo II.

Os oito vereadores que tiveram a prisão decretada pela Desª Graça Amorim.

 A Desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, determinou na tarde desta terça-feira (10) a prisão de preventiva de oito vereadores do município de Turilândia que tinham sido alvos da Operação Tântalo II. De acordo com Graça houve descumprimento de medidas cautelares por parte dos parlamentares.

Os vereadores que tiveram prisão decretada nesta tarde a pedido do Ministério Público, são: (1) Gilmar Carlos Gomes Araújo; (2) Mizael Brito Soares; (3) José Ribamar Sampaio; (4) Nadianne Judith Vieira Reis; (5) Sávio Araújo e Araújo; (6) Josias Fróes; (7) Carla Regina Pereira Chagas e (8) Inailce Nogueira Lopes.

Outros dois vereadores, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, não tiveram a prisão decretada, mas continuam sob medida cautelar de prisão domiciliar. Contra eles, a Desembargadora não encontrou indícios de violação das medidas impostas e, portanto, decidiu pela manutenção das cautelares anteriormente fixadas, observando-se o princípio da individualização da responsabilidade.

– Como se deu o descumprimento segundo o MP-MA

No dia 22 de dezembro de 2025, os vereadores de Turilândia foram alvos de medidas cautelares no bojo da Operação Tântalo II, contudo, o MP-MA pediu que dentre outras providências, fosse substituído a prisão preventiva dos parlamentares municipais pela medida cautelar de prisão domiciliar, cumulada com monitoramento eletrônico e proibição absoluta de contato com os demais investigados e testemunhas.

Naquela oportunidade, estabeleceu-se uma única e estrita exceção à regra de incomunicabilidade: permitiu-se o contato exclusivamente entre os vereadores, e tão somente quando estivessem dentro do prédio da Câmara Municipal, em dias úteis, no horário compreendido entre as 08h00min e as 17h00min, com a finalidade exclusiva de viabilizar o exercício da atividade parlamentar e evitar a paralisia do Poder Legislativo local.

Ocorre que, na última sexta-feira, dia 06, o Ministério Público atravessou petição comunicando o descumprimento flagrante, reiterado e estrutural das referidas medidas cautelares por parte de 8 (oito) dos 11 (onze) vereadores investigados. O MP-MA enviou à justiça um Relatório Técnico elaborado a partir da análise de dados obtidos mediante interceptação telefônica e quebra de sigilo telemático judicialmente autorizadas.

Segundo o MP-MA, os diagramas de interações e as transcrições das chamadas demonstram um intenso fluxo de comunicações realizado após a ciência das medidas cautelares, envolvendo os vereadores acima nominados e investigados não parlamentares, bem como contatos realizados em horários noturnos e feriados, e, ainda, a utilização de linhas telefônicas registradas em nome de terceiros para burlar o monitoramento estatal.

Diante do descumprimento, o Ministério Público requereu a revogação das medidas cautelares diversas da prisão e a consequente decretação da prisão preventiva dos oito vereadores infratores, sob o argumento de que as medidas alternativas se mostraram ineficazes para conter a reiteração delitiva e a articulação do grupo.

De forma que o pedido foi aceito pela Desembargadora Graça Amorim nesta tarde e será dado o cumprimento por parte das forças policiais a qualquer momento…

Via: Blog do Domingos Costa

Escândalo!!!! Construtora Canorte acumula contratos milionários e falta de transparência na prefeitura de Matinha

A atuação da Norte Canorte Construções no município de Matinha tem chamado a atenção de órgãos de fiscalização, lideranças políticas locais e da própria população. Em pouco mais de um ano, a construtora já faturou mais de R$ 4,3 milhões em contratos públicos, firmados em duas gestões diferentes, o que acende um alerta sobre concentração de contratos, continuidade administrativa e critérios de contratação.

Entrada no apagar das luzes de uma gestão

A Canorte desembarcou em Matinha em 2024, último ano da administração da ex-prefeita Linielda de Eldo. Nesse período, a empresa recebeu R$ 1.427.778,64, principalmente para serviços de pavimentação asfáltica. O valor expressivo, contratado já no fim do mandato, gerou críticas nos bastidores políticos e questionamentos sobre prioridades administrativas e planejamento de longo prazo.

Continuidade e ampliação na nova gestão

Com a posse do prefeito Nilton Everton, em 2025, a Canorte não apenas manteve contratos como ampliou significativamente sua presença no município. Apenas neste ano, os repasses somaram R$ 2.894.974,90, elevando o total recebido para R$ 4.322.753,54 em cerca de 12 meses.

Entre os serviços contratados estão:

  • Pavimentação asfáltica na zona rural de Matinha;
  • Construção de quadra coberta com vestiário, padrão FNDE;
  • Reforma e ampliação da Escola Municipal Clodomir Teixeira Millet;
  • Construção de uma escola de 12 salas (padrão FNDE), contrato mais robusto, no valor de R$ 6.136.274,75, com vigência até 18 de setembro de 2026.

Outro fator que chama atenção é a falta de contratos divulgados no portal de transparência do próprio município e do TCE, dificultando a fiscalização tanto da população quanto dos órgãos de fiscalização e controle. Desses contratos apenas o da construção da escola foi encontrato no Portal de Transparência e sistema do TCE.

Legalidade não afasta questionamentos

É importante destacar que, até o momento, não há decisão judicial que declare irregularidades nos contratos firmados com a Canorte. No entanto, especialistas em administração pública ouvidos pela reportagem apontam que a alta concentração de valores em uma única empresa, aliada à continuidade contratual entre duas gestões distintas, exige transparência redobrada.

A legislação permite a contratação, desde que respeitados os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O problema, segundo analistas, surge quando a recorrência de uma mesma empresa passa a ser regra, e não exceção, especialmente em municípios de pequeno porte como Matinha.

O que a população quer saber

Moradores e lideranças comunitárias cobram respostas claras:

  • Quais critérios técnicos colocaram a Canorte à frente de outras concorrentes?
  • Houve ampla competitividade nos processos licitatórios?
  • A execução das obras corresponde integralmente aos valores pagos?

Essas perguntas não configuram acusação, mas refletem o direito da sociedade de fiscalizar o uso do dinheiro público.

Transparência como obrigação

Em tempos de maior vigilância sobre gastos públicos, casos como o de Matinha reforçam a necessidade de portais da transparência atualizados, fiscalização dos órgãos de controle e prestação de contas detalhada. A crítica aqui não é uma condenação prévia, mas um chamado à responsabilidade administrativa, especialmente quando milhões de reais estão em jogo.

Afinal, o recurso é público, e o interesse maior deve ser sempre o da população.