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Waldir Maranhão cai em 2 semanas

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Com o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por unanimidade pelo STF, ontem (5), por decisão acertada do Ministro Teori Zavarscki, quem assume a cadeira da Presidência é Waldir Maranhão. Entre os deputados existe quase uma unanimidade de que a situação de Cunha se tornará insustentável, e ele perderá o mandato.

Um problema estratosférico é que os deputados da mesa diretora que estão na linha sucessória de Cunha também enfrentam problemas: 8 dos 11 integrantes respondem a processos ou têm condenações na Justiça.

Caso ocorra o afastamento do peemedebista da presidência da Casa, o 1o vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA) assume interinamente o cargo, com a missão de convocar novas eleições no prazo de cinco sessões. O parlamentar do PP é INVESTIGADO NA OPERAÇÃO LAVA-JATO. Ele foi citado pelo doleiro e delator do esquema Alberto Youssef como sendo o receptor de pagamentos mensais que variavam de 30.000 a 150.000 reais. Além disso, ele também responde a dois outros processos no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens.

Em reportagem do programa Conexão Repórter, do SBT, o jornalista Roberto Cabrini, exibiu uma longa investigação sobre o esquema de propinas que envolve políticos dos mais variados escalões. Entre os denunciados, no bojo da OPERAÇÃO MIQUÉIAS, foi citado o deputado federal e vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA).

O nome do deputado maranhense foi revelado como cabeça do esquema de fraude em fundos de pensões municipais, pela modelo Luciane Hoepers, ex-namorada do doleiro Fayed Traboulsi e ‘aliciadora’ de prefeitos.

Portanto, é esperar duas semanas para Waldir Maranhão estar no olho do furacão, até pior do que Eduardo Cunha. Se for inteligente e tiver um mínimo discernimento, que no caso parece não ter, pode pedir afastamento enquanto é tempo, do contrário, sangrará no cargo da presidência da Câmara do Deputados e não perdurará 15 dias.

Categoria: Eleições